1. De graça recebei, de graça dai
O ministério deve ser exercido como dádiva e serviço. Seja cantando, pregando ou servindo à igreja por meio da arte, nossa atitude precisa refletir generosidade, consagração e disposição de gastar-se por amor a Deus e ao próximo. O dom recebido do Senhor não deve ser tratado como mercadoria.
2. Digno é o trabalhador do seu salário
A Escritura também ensina que quem serve com dedicação deve ser honrado com dignidade. Há um princípio de justiça nisso. A igreja precisa amadurecer no entendimento de que generosidade para com ministros e equipes não é luxo, mas expressão de honra, cuidado e reconhecimento pelo trabalho realizado.
3. Oferta ou cachê
O modelo bíblico parece se aproximar mais da oferta espontânea do que da mercantilização do ministério. Contudo, também reconhecemos que contextos diferentes exigem decisões diferentes. Há ministros, equipes e agendas com estruturas específicas, e não nos cabe julgar quem organiza isso de outra forma, desde que haja temor de Deus e ausência de ganância.
4. A sociedade do espetáculo
Vivemos em uma cultura que transforma facilmente ministros em celebridades. Esse é um perigo. Músicos, pregadores e líderes não foram chamados para brilhar por si mesmos, mas para anunciar a Cristo. A simplicidade continua sendo proteção para o coração e caminho seguro para a fidelidade.
5. A generosidade ainda ausente na igreja
Ainda há pouca cultura de honra e generosidade em muitos contextos. Investe-se facilmente em estruturas, equipamentos e visibilidade, mas nem sempre se investe com a mesma disposição nos ministérios que servem espiritualmente a igreja. Os exageros de cobrança, por um lado, e a ausência de generosidade, por outro, produzem distorções que só serão corrigidas quando os princípios da Palavra forem restaurados.
Fonte: Asaph Borba